quarta-feira, 13 de abril de 2011

LEIGOS MARISTAS EM PALMAS DE MONTE ALTO - BA


No último dia 12 de abril teve início o mais novo grupo de Leigos Maristas no Brasil. O grupo se formou na cidade de Palmas de Monte Alto no sertão baiano. Quase um ano após o primeiro encontro motivado pelos Padres Maristas os leigos se reuniram no salão paroquial e, animados pela espiritualidade, assumiram o compromisso de conhecê-la e divulgá-la.

terça-feira, 22 de março de 2011

CURSO DE MARIOLOGIA


Como parte das atividades do “Ano Mariano”, a Família Marista do Brasil (Leigos, Padres, Irmãos e Irmãs Maristas), com apoio da CRB e CNBB, sob a coordenação da União Marista do Brasil (UMBRASIL), em parceria com a PUCRS, apresenta um curso de extensão em Mariologia pelo sistema de ensino a distância (EaD).
         Como é do conhecimento de todas Queremos com este projeto contribuir com a formação de todas as pessoas interessadas no aprofundamento teológico da mariologia, possibilitando maior conhecimento, vivência e ação pastoral inspirada naquela que foi a primeira discípula de Jesus Cristo.
 Sendo assim, gostaria de apresentar a todas, as informações a respeito da proposta do curso de mariologia.
·         Duração: maio a novembro 2011.
·         Início previsto das aulas: 10 de maio 2011.
·         O curso terá certificação de extensão pela PUCRS.
·         Carga horária: 120 horas/aula.
90 h/a online e 30 h/a para elaboração do artigo científico.
 Obs.: no ambiente virtual, o aluno terá interação apenas com o professor.

·         Público - alvo: interessados em aprofundar-se no estudo da Mariologia.


Período de inscrições: 20 de março a 30 de abril de 2011.
·         As inscrições poderão ser feitas por meio do site: http://www.ead.pucrs.br, no menu matrículas.
·         Investimento: R$140,00, a serem pagos em boleto gerado no ato da matrícula.
·         O curso está organizado nos módulos:
·         Maria nas Sagradas Escrituras
·         Maria na história da Igreja
·         O lugar de Maria no culto cristão
·         Maria nos Carismas Congregacionais e na tradição Marista
·         Trabalho final: produção de artigo científico (normas da ABNT)

Lembrando que nossos fundadores  estavam convencidos de que a Igreja da época tinha necessidade de mulheres e homens que manifestassem os aspectos marianos de compaixão, simplicidade, paciência e presença entre os pobres como Maria o foi na Igreja nascente.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

APRENDER COM AS FLORES

            Recebi, há algum tempo um cartão que ficou gravado na minha lembrança: em fundo escuro entre pedras e terra seca, que demonstrava ser um lugar ermo, sobressaía um pequeno arbusto repleto de vivas flores, as quais formavam um belo ramalhete. O pensamento escrito completava o quadro: “As flores oferecem sua beleza toda, mesmo onde ninguém as vê.”
            Esse quadro nunca me disse nada a mais, ficou na memória porque pareceu-me interessante e, é claro, muito bonito… mas adormeceu na lembrança…
            Percorrendo estradas, pastos e matas da Amazônia no desempenho da missão, encanta-me o fato de que, durante o ano inteiro, aqui e acolá, surgem flores, as mais variadas, exuberantes, grandes ou pequenas, multiformes e cheias de cores: nas árvores, arbustos, trepadeiras e cipós silvestres ou nos jardins das casas; às vezes escondidas, humildes entre outros arbustos ou rente ao chão, quase sem serem vistas e por isso mesmo, aparentemente sem importância…
            O pensamento do cartão vinha-me  muitas vezes à mente, apenas como uma lembrança entre tantas outras… Até que um dia, subindo o Rio Branco de barco, deixei-me levar  pela magnitude da natureza: os muitos tons de verde da floresta; a amplidão das águas; o silêncio cortado pelo trinar dos pássaros e a presença de animais selvagens; a aragem fresca do rio; o calor do sol e… a singeleza das flores que apareciam ao longo das margens do rio.
            De repente, um despertar naquele momento contemplativo de profunda intimidade com Deus e com a natureza: “As flores oferecem sua beleza toda, mesmo onde ninguém as vê”, soou-me como um convite, como  um desafio; e foi tomando o corpo de um programa de vida: “Doar-me, oferecer-me toda, por inteiro, mesmo que ninguém me veja”…
            Não será esta uma forma concreta de viver o “escondidas e como que desconhecidas” da nossa espiritualidade no cotidiano da missão?




Irª Maristela Maria, sm

NOVA COORDENAÇÃO NACIONAL DOS LEIGOS MARISTAS

No dia 12 de janeiro de 2011 foi escolhida a nova Coordenação Nacional dos Leigos Maristas. Após votação as funções ficaram assim distribuidas, da direita para esquerda:
Coordenador: Élio (Jí-Paraná), Vice-coordenador: Sídnei (Jí-Paraná), 1ª Secretária: Elisabeth (Curitiba), 2ª Secretária: Jacqueline (São Paulo), 1ª Tesoureira: Raimunda (Jí-Paraná), 2º Tesoureiro: Sândalo (Belo Horizonte).
Esta equipe irá assumir suas funções a partir do dia 02 de fevereiro de 2011. Dentre suas atribuições está a articulação do V Encontro Nacional dos Leigos Maristas em 2014 na cidade de Jí-Paraná - RO.
Bom trabalho para eles!

IV ENCONTRO NACIONAL: EXPERIÊNCIA NA FAMÍLIA MARISTA

               Entre os dias 08 e 12 de janeiro de 2011 aconteceu o IV Encontro Nacional dos Leigos Maristas do Brasil, em Caruaru-PE, na Casa das Irmãs Maristas.

               As informações sobre a realização do encontro chegaram a mim no meio do ano passado e inicialmente eu não pensava em participar. Logo começou a brotar a vontade de ir até lá para conhecer os leigos de outras regiões do país e ver as suas realidades. Além de experienciar mais sobre a espiritualidade que hoje eu utilizo como filosofia de vida.
               No dia 07 de janeiro saimos de São Paulo rumo a Caruaru. Chegamos ao local do encontro, no dia 08 de janeiro, às 5h da manhã, cansados devido à viagem, mas dispostos a participar e realizar as atividades que nos fossem propostas.
               Inicialmente aconteceram as apresentações e os relatórios de cada grupo. Após o almoço foram realizadas outras atividades tendo como tema central: Maristas, Um Nome, Uma Identidade, Uma Missão.
               Durante os quatro dias e meio que estivemos juntos vários foram os momentos de estudo com diversas pessoas conduzindo-os. Cada assessoria com um foco especifico, mas todos tendo o mesmo tema central. Além desses momentos, todos os dias tivemos a Santa Missa, presidida pelo Padre Alfredo que esteve presente conosco durante esta experiência.
               É claro que também tivemos momentos de descontração. Várias conversas que iam desde assuntos mais sérios sobre algum tema que estava sendo trabalhado até àquelas mais descontraídas que terminavam em piadas e gargalhadas.
               Outro ponto de destaque do encontro foi à Noite Cultural que aconteceu no terceiro dia.  Aí teve várias manifestações artísticas que fizeram as pessoas presentes se divertirem muito, houve dança, música e eu pude até jogar capoeira.
               Também fizemos passeios em alguns pontos da cidade, como Fazenda Nova, local em que ocorre a encenação da Paixão de Cristo com atores globais. Aí tem o maior teatro ao ar livre do mundo. Fomos também a Feira de Caruaru, uma grande feira em que encontramos diversas peças de roupas, calçados, ..., e ao Alto do Moura, onde vimos esculturas de barro. Lá tivemos a oportunidade de ver os artesãos no processo de modelagem das esculturas.
               Ao final desta experiência posso dizer que foi muito importante para o meu crescimento na família Marista. Pois consegui alargar o meu conhecimento sobre a espiritualidade e história dos Maristas. Além disso, passei bons momentos com pessoas de diversas partes do país, que assim como eu, também vivem esta espiritualidade. Durante o encontro eram vários sotaques e costumes, mas todos juntos vivendo o mesmo carisma. Estando lá senti que todos eram membros da mesma família, a família a que hoje pertenço.

Sara Aparecida Mendes
Leiga Marista de São Paulo

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

ENCONTRO VOCACIONAL MARISTA EM SÃO PAULO

Aconteceu no último dia 28 de novembro em São Paulo o I Encontro Vocacional Marista com o tema: "Temos redes, temos peixe, só falta você para pescar". Reunindo jovens das duas paróquias maristas, Nossa Senhora do Bom Conselho e Sagrado Coração de Jesus. A apresentação do encontro ficou com o Ir. Ailto, sm (Belo Horizonte) e a animação com a banda Shekináh (São Paulo). O encontro contou com a participação dos Leigos Maristas dos nossos dois grupos. Eles contribuiram com a organização e preparo do ambiente e também da alimentação. 
Ir. Ailto, sm
Marcos e Luciana (Vida: o primeiro chamado)
 Inário (Batismo: chamado a ser cristão)
 Wellington (Ser Jovem)
 Irª Cenária, sm (Ser Irmã Marista)
 Pe. Sylvestre, sm (Ser Padre Marista)
 Ir. Luiz Adriano (Ser Irmão Marista)
 Eliaquim ( Ser Leigo Marista)
Lone e Edimilson (Chamados ao Matrimônio)
Banda Shekináh
Agradeçemos a participação de todos os que trabalharam na realização deste encontro. Pedimos ao Senhor que enie mais operários para sua messe.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A PRÁXIS DE JESUS COMO FUNDAMENTO DA AÇÃO PASTORAL MARISTA



Toda ação pastoral marista deve ser inspirada por Maria, mas fundada na pessoa de Cristo. Desse modo, a práxis de Jesus lança luzes para o agir pastoral marista que esteja engajado e comprometido com as questões do Reino de Deus. Deus se tornou próximo dos que mais necessitavam por intermédio de seu Filho Jesus Cristo e chamou aos maristas para também fazerem-se presentes do lado deles em sua pastoral.
Nas narrativas das comunidades evangélicas percebe-se um Jesus que não buscou destaque e aplausos para si, mas lutou por aqueles que precisavam ser integrados e acolhidos no seio da comunidade. Por isso, Ele enfrentou conflitos e foi considerado como alguém que representava perigo para o poder das lideranças de seu tempo. Esse também é o desafio do marista, ou seja, ir onde mais necessita e que ninguém quer ir. Padre Colin pensava o apostolado escondido dos maristas de forma que pudessem fazer grades coisas, mas a supervalorização egoísta do marista. “Eu desejo que os membros da Sociedade de Maria sejam sacerdotes instruídos, modestos, sem pretensões, fazendo todo tipo de bem possível, mas permanecendo ocultos e desconhecidos” [1].
A prática de Jesus não foi como um sacerdote do templo, mas o Messias engajado. Destarte, não podemos pensar Jesus fora dos perigos histórico-sociais. Pois, não legitimava o poder que alguns esperavam Dele. A práxis de Jesus, por conseguinte, foi profética. Taumaturga. Jesus se colocou em uma postura de serviço. Curava, não para ter representatividade diante do povo, mas para mostrar a presença do Reino de Deus. Jesus pregou sobre o Reino de Deus na prática da libertação. Sem o interesse de se mostrar como um rei todo poderoso, glorioso, mas misericordioso e libertador no meio dos que tanto necessitavam. Um reino em busca da paz pela igualdade e fraternidade.
O conhecimento de Jesus traz consigo a conseqüência do chamamento. Este chamado exige uma resposta para quem quer colocar em prática o ensinamento de Cristo. É preciso, portanto, se identificar com o Deus encarnado que habitou no meio de nós. Essa identificação se mostra na prática cotidiana do discípulo que ao mesmo tempo é missionário. Assim fez Maria que foi a mãe de Deus e discípula perfeita de seu Filho. Os maristas vêem em Maria o seu modelo inspiracional para o seguimento ao chamado de Cristo.
Nesse ínterim, é preciso deixar o imaginário que percebe Jesus somente no plano divino, um Jesus todo poderoso. Ao contrário, seria importante para o nosso agir pastoral, conceber a imagem de um Deus divino e também humano que se doa no serviço àqueles que sofrem.
O Jesus quem sustenta a caminhada do povo de Deus é o messias comparado com o servo sofredor obediente à vontade do Pai. Soube, entretanto, enfrentar os males deste mundo para cumprir o papel de libertação. Esse Deus se fez conosco e caminha com seus discípulos e missionários na peregrinação da vida.
Com tudo o que foi dito, podemos concluir que, o fundamento da ação pastoral, em especial a missão marista, é cristológica e se expande na prática eclesial. Desde as comunidades primitivas até hoje, Jesus Cristo que se encarnou, sofreu a paixão, morreu e ressuscitou fundamenta toda e qualquer ação pastoral, isto é, está no centro do nosso agir como discípulos e missionários Dele.

Ir. Arnaldo Josias da Silva, sm



[1] Habla un Fundador. Doc 155.5.